Ex-spalla da Orquestra Filarmônica de Viena e da Ópera Estatal de Viena, o violinista Rainer Küchl batiza um trio que preza pelo alto nível técnico e musical de seus integrantes. Ele próprio desenvolveu uma brilhante carreira tocando em duas orquestras que estão entre as melhores do mundo, sob a batuta de gênios como Leonard Bernstein, Carlos Kleiber e Karl Böhm. Seu instrumento é nada menos que um Stradivarius de 1725, cedido pelo Banco Nacional da Áustria. Ao piano, está o austríaco Stefan Stroissnig, formado no Royal College of Music, em Londres, e presença frequente em salas prestigiosas como Royal Festival Hall (Londres), Musikverein (Viena) e Philharmonie (Berlim). Ao violoncelo, o também austríaco Wilhelm Pflegerl foi revelado em um concurso estadual em Klagenfurt e, desde então, foi convidado a liderar o naipe de violoncelos em orquestras como a National Symphony Orchestra, na Irlanda, e a Carinthian Symphony Orchestra, na Áustria. O programa escolhido para o recital carioca traz duas obras-primas da tradição austríaca, que corre nas veias desses músicos: o trio nº 1 de Schubert e o trio “Arquiduque” de Beethoven.